Biografia

  • Elizeu Cardoso nasceu em Pinheiro, Maranhão, em 15 de Março de 1975, se transferindo para a capital do estado em 1994 .
  • Licenciou-se em Geografia pela Universidade Federal do Maranhão em 2001, sendo aprovado em 2002 para o cargo de professor da rede pública de ensino do Estado, com trabalhos ainda em escolas privadas, institutos de pesquisa e universidade, como ILA e CEERSEMMA.
  • Participou de festivais locais de música popular, FESMAP (Festival de Música de Pinheiro), ficando em segundo lugar (1992), e I Festival Ecológico de Pinheiro, onde obteve o primeiro (1993), desenvolvendo ainda trabalhos em bares e shows na cidade.
  • Em São Luis, a partir de 94, participa de vários shows na UFMA, fez algumas incursões em casas noturnas da cidade e passa a se dedicar ao seu trabalho de compositor.
  • De 1995 a 2001 participou do Círio de Nazaré e do Arraial Nossa Senhora de Nazaré, no Cohatrac, dentro da programação oficial da Funcma (Fundação de Cultura do Maranhão)
  • Em 2000 tem seu primeiro trabalho gravado, Filhos de Ninguém, pela banda The Lions.
  • Em 2001, o Boi Pirilampo grava de sua autoria a toada no sotaque de Pindaré, Boi de Luz.
  • Em 2003 lança o cd TODOS OS CANTOS pela lei de incentivo a cultura, sendo indicado ao prêmio Rádio Universidade Fm.
  • Em 2004, participa com a música Reconstrução do cd “FESTIVEIROS” patrocinado pela FUNCMA (Fundação de Cultura do Maranhão), que reúne quinze novos autores que passaram por festivais.
  • Em 2006, janeiro, participa do projeto Carcará na UFMA, com o show TODOS OS CANTOS.
  • Em 2006 participa do projeto “Terça Cultural” no Memorial Maria Aragão apresentando o show “Essas Outras Coisas” organizado pela Fundação de Cultura de São Luís  (FUNC).
  • Em 2007 classifica a música INDÍGENA para dois dos maiores festivais do Estado do Maranhão, sendo o CANTA GRAJÁU e o FESTIVAL DE MÚSICA DE PEDREIRAS
  • Em 2007 a música O MUNDO de sua autoria é a trilha sonora da performance O PARTO DO HOMEM LIXO, sob direção de Célida Braga e André Coelho
  • Em 2008, vence o FESTIVAL JOÃO DO VALE DE MÚSICA POPULAR em São Luís (MA), com a música REDEMOINHOS, em parceria com Isaac Neto,  Lurdes Cardoso e Dicy Rocha
  • Em 2008 a sua música O MUNDO é o tema da redação do Centro Universitário do Planalto do Araxá (MG) com o tema SOMOS TODOS IGUAIS
  • Em 2008 faz o show de abertura do maior festival de tambor-de-crioula da Baixada, O FESTIVAL DE TAMBOR DE CRIOULA DE PINHEIRO, com o show ALMA NEGRA
  • Em 2009 tem duas músicas “Cidades do Desejo” e “Quando Sós” gravadas no cd de estréia da cantora paraense Sônia Duarte
  • Em 2009 recebe o prêmio “Compositor do Ano” na Noite das Personalidades, em Pinheiro
  • Em 2010 lança o cd “ALMA NEGRA”, voltado para as ritmidades africanas, e questões sociais.
  • Em 2012, obtém a 2ª colocação no Fesmap – Canta meu Nordeste, com a música EM ALGUM LUGAR, interpretada por Lena Garcia.
  • Em março de 2013, cria a Rádio Web Todas as Tribos, com destaque a música brasileira.
  • Lança o livro Dias Amarelos na galeria Trapiche em 05 de julho de 2013.
  • Em 2013, na 7ª feria do Livro de São Luís (MA) relança o livro: DIAS AMARELOS – classificado pelos críticos como realismo mágico sobre a Baixada Maranhense.
  • Em outubro de 2013, o livro Dias Amarelos é convidado para a Rede de Leitura Terra das Palmeiras na Cidade Operária, bate-papo com o escritor.
  • Em 2013, relança o livro DIAS AMARELOS na fundação da Casa da Cultura em Pinheiro, e faz o show de encerramento do evento.
  • 2015
  • Julho, lança o livro Dias Amarelos na inauguração do espaço O Canto da Ema em Pedreiras.
  • Outubro, Relança o livro Dias Amarelos na Feira do Livro de São Luís, no auditório da SEDUC.
  • Dezembro, vence o I Festival Maranhense de Conto e Poesia (UEMA), com o conto “Poeira do Tempo”.
  • 2016
  • Outubro é convidado para integrar o grupo de artista no show “Tributo a Papete” no encerramento do Círo de Nazaré – São Luís.
  • Classifica entre as 12 finalistas com a música “Estranhas Caravelas”, no I Festival de Música Popular Maranhense – SINTSEP.
  • Novembro, lança na 10ª Feira do Livro de São Luís, o livro A Dança dos Ventos.
  • Dezembro, lança a Dança dos Ventos no 11º aniversário da APLAC -Academia Pinheirense de Letras, Artes e Ciências.
  • 2017
  • Fevereiro, é o autor convidado pelo Literatura Mútua, na Galeria Trapiche, tendo como mediadora a jornalista Talita Guimarães.
  • Março, recebe o Prêmio Maria Firmina dos Reis, da Rede Nacional de Bibliotecas Comunitárias – Biblioteca Benedito Leite, São Luís – MA.
  • Maio, faz o show de abertura do Festival de Música Popular de Pedreiras “Pau e Corda” e integra a Mesa Julgadora
  • Setembro, participa da II Feira do Livro da AMEI, como autor convidado para o bate-papo “O realismo fantástico nos interiores do Maranhão”
  • Outubro, participa do II Festival dos Servidores do Estado (SINTSEP) com a música Janelas, interpretada por Célia Sampaio, obtendo a 3ª colocação.
  • Novembro, é empossado como Diretor da Câmara de Letras, da Academia Pinheirense de Letras, Artes e Ciências (APLAC).
  • 2018
  • Abril, assina contrato de publicação com a editora Penalux para o seu livro Mar de Areias.
  • Julho, lança os livros Dias Amarelos e A Dança dos Ventos no CCBN (Centro Cultural Banco do Nordeste – Fortaleza (CE).
  • Julho, idealiza e organiza o I Festival Pinheirense de Conto e Poesia (FESPI), da Academia Pinheirense de Letras, Artes e Ciências (APLAC)
  • Dezembro, lança o livro Mar de Areias.
  • 2019

  • , É autor convidado pelo Literatura Mútua para falar sobre a sua obra no 36º aniversário da Casa de Cultura Josué Montello.
  • Participa do Jazz & Blue Festival, num show em parceria com o compositor Gildomar Marinho.
  • 2020

Julho, Alguns contos seus são reunidos no espetáculo Conto de Quintais, da atriz Juliana Cutrim, selecionado no edital do Banco do Nordeste Cultural.

CD “TODOS OS CANTOS”

Em 2003, patrocinado pela Fundação de Cultura de São Luís (FUNC) grava seu primeiro cd, com 11 canções inéditas de sua autoria. Destacam-se as participações especiais de Erasmo Dibel, Luizão (saxofonista de Alcione) e de dois músicos canadenses, o violinista Charles Van Goidtsenhoven e do flautista Nicholas William. A Produção Executiva é de Augusto Bastos, e Arlindo Pipiu assina Produção Musical.

O cd se caracteriza pela diversidade rítmica, incluindo salsa, reggae, rumba, tambor de mina e canções românticas. Fundindo-se a todo instante o global e o local.

PRÊMIO UNIVERSIDADE FM/ 2005

O cd “Todos os Cantos” lançado em 2005, recebeu indicações para o prêmio Universidade Fm 2005, destacando-se nas categorias:

  • Destaque/compositor – Elizeu Cardoso foi indicado como um dos três compositores que mais se destacou de 2005, pela música “O MUNDO”
  • Destaque/músico baixista – Arlindo Pipiu, recebeu o prêmio de melhor baixista do ano pela participação no cd “Todos os Cantos”

CD “TODOS  CANTOS”

“O  trabalho do mais novo artista da música popular produzida no Maranhão, chega em muito boa hora e traz um alento novo ao tão limitado cenário que agora se vive  no mundo musical local. Vigor e inteligência retornam ao nosso convívio artístico. Seja muito bem-vindo Elizeu Cardoso.” 

                               Josias Sobrinho (cantor e compositor)

CD “ALMA NEGRA”

O cd “ALMA NEGRA” foi lançado em dezembro de 2010, trazendo dez faixas todas autorais, com a co-produção de Well Marx.

“Metáfora de sons latinos e caribenhos, a música de Elizeu Cardoso revolve com sutileza o húmus sob o qual sobrevivem entrelaçadas as raízes africanas universais”.

César Teixeira  (cantor, compositor e jornalista)

“Há muito tempo não via aqui na Ilha um trabalho tão bonito”

   Tutuca (cantor e compositor)

 “Elizeu canta os hemisférios povoados de lutas e belezas em constante ebulição, canta os povos oprimidos e as almas que arrastam arestas em suas existências. A obra de Elizeu Cardoso vem se acrescentando ao cancioneiro popular brasileiro no Maranhão como uma das mais densas, fecundas e necessárias dentro do contexto cultural maranhense da atualidade”                                                                        

         Fernando Atalaia (jornalista, poeta e compositor) 

“Fiquei maravilhado! Me remeti as sonoridades africanas. Voz belíssima e muito bom gosto nos arranjos”

                                                                                    Gérson da Conceição (produtor e baixista)

OBRA LITERÁRIA

“Podemos afirmar sem medo que a literatura do Elizeu Cardoso possui qualidade literária dos autores que ele admira, mas se destaca principalmente pelo seu talento próprio para olhar o mundo com sensibilidade e inteligência, fazendo dialogar o saber popular e erudito com muita graciosidade. Seus livros tem poesia, humor e um profundo respeito pelos mistérios desse universo mágico que é real para quem o vivencia e o tem como referência para entender o mundo. A comparação com o moçambicano Mia Couto, faz sentido para a jornalista também pelas semelhanças de vivência e profunda intimidade que ambos autores guardam em relação à terra enquanto objeto de interesse cientifico, mas também de pleno reconhecimento do território de encantarias…Elizeu Cardoso é o Mia Couto maranhense. Mia é biólogo e Elizeu 
geógrafo. Ambos poetas”.


Talita Guimarães (Escritora, jornalista e mediadora do Literatura Mútua)

“O gostoso na obra de Elizeu Cardoso é a harmonia entre a prosa e a poesia. A narrativa enxuta ganha mais brilho com frases que são verdadeiras pérolas de poesia. É a presença literal da literariedade. Escritor de mão cheia. Vou recomendar sempre. Quem quer conhecer a Literatura Maranhense da atualidade tem de ler Elizeu Cardoso.”


                                                            Wanda Cristina Cunha (Escritora e compositora)

“Cravo “o fantástico” na manchete para resistir à tentação de escrever de vez “o Gabriel García Márquez da Baixada”, embora saiba da admiração de Elizeu Cardoso pelo colombiano e da influência daquele em seu fazer literário. Mas não é este resenhista quem vai empacotar e rotular o pinheirense e entregá-lo de mão beijada aos leitores.”

Zema Ribeiro (Jornalista)

LIVROSDIAS AMARELOS E A DANÇA DOS VENTOS

“A obra é uma narrativa profundamente fluida, assim como as águas do Pericumã. Encantando pelos causos contados à luz da lua cheia e ao som dos tambores de crioula, o leitor se deixa levar pela vida dos moradores de um povoado perdido no imaginário da Baixada maranhense. As músicas, as crenças, as sabedorias e as angústias dos personagens evocam

uma existência humana plena de sentidos e poesia”

Irinaldo Lopes Sobrinho Segundo (Pesquisador, professor e revisor).

“Dias Amarelos e a Dança dos Ventos são o resgate de nossa identidade cotidiana da baixada, unindo arte e registro à beleza de um povo”

Ronilson de Sousa (Escritor e Membro da Academia de Letras de Santa Inês, cad. 05)

“Com as tintas da simplicidade e com conhecimento de causa, Elizeu Cardoso desenha, em sua obra, paisagens e vidas que se entrelaçam, em um lugar no qual o  imaginário é quem dá o tom. Com traços rápidos e precisos nos faz ouvir o ecoar de tambores ancestrais e o barulho da manga caindo, madura, nos quintais da nossa memória.

Rosa Ewerton Jara (Atriz)

“O autor consegue reconstruir a simplicidade que existia antigamente no interior do Maranhão”

Jornal O Estado do Maranhão

“A obra é uma novela onde a vida dos personagens se cruza em um enredo cheio de magia, que se confunde com a história de muitos maranhenses”

Jornal O Imparcial

LIVRO MAR DE AREIAS

“Eu achei a escrita do Elizeu, incrível! Uma escrita envolvente. Você entra naquela história, entra na memória daquelas irmãs. Cada história é interessante, cada um tem uma magia diferente, um folclore diferente. É muito tocante! Um estilo que dá vontade virar a próxima página para saber o que vai acontecer.”

Eloisa Sidral (jornalista e apresentadora do canal Entre Histórias)

LIVRO MEMÓRIAS DO TEMPO

Viva o passado! É desse tempo que retiramos os ensinamentos que nos movem. O futuro serve apenas para projetarmos os nossos sonhos e persegui-los. Memórias do tempo reforça esse meu pensamento. Uma pontinha de inveja sinto neste momento! Devia ter escrito este livro…”

José Jorge Leite (escritor


“Memórias do tempo”, seu livro mais recente, é esse mosaico: Elizeu Cardoso se vale de lembranças de histórias ouvidas aqui e acolá (convém lembrar que ele continua visitando a terra natal com frequência, excetuando-se a quarentena imposta pela pandemia de coronavírus) e dois livros, de Graça Leite (“Bem-te-vi, bem-te-conto”) e Josias Abreu (“Coisas de antanho”), a quem dedica o seu próprio, cujos personagens revisita.
“Nunca no mundo e no mundo sempre”, diz o bordão de Inácia Coragem, protagonista da novela fantástica, cachaceira inveterada, espécie de louca da aldeia, capaz de plantar borboletas e falar com anjos (ainda que com desconfiança).
A prosa de Elizeu Cardoso nos conduz pela vida pacata de cidade do interior mas não se contenta com o comum. Tudo o que Beto Nicácio desenha na capa, espécie de resumo gráfico talvez da história, talvez da cidade interiorana daquele tempo, talvez ambas, está lá. Mas na Pinheiro de “Memórias do tempo”, entre quermesses, pescarias, talagadas de cana em quitandas, o mineiro Carlos Drummond de Andrade jamais escreveria “eta vida besta, meu Deus!”.
Há dilúvios de nove meses, casal criando sapo cururu feito fosse filho e carroceiro que leva, além de um jumento para puxar o meio de transporte e carga, um urubu feito papagaio de pirata. Uma estrela cadente muda o rumo de uma pesca, fadada ao fracasso até antes de sua aparição. Nada na escrita de Elizeu Cardoso, no entanto, soa história de pescador. A não ser, obviamente, sua capacidade de fisgar o leitor para dentro das histórias (no plural mesmo) que costura”.

Zema Ribeiro(jornalista)

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